Inconfidências, pensamentos, ideias, apontamentos, frases... De tudo um pouco!! :)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Olhos nos Olhos, Chico Buarque
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz
Mais uma composição fantástica do génio Chico Buarque =)
domingo, 1 de novembro de 2009
Mais um dia, José Cid
não sei explicar o que senti,
Como na primeira vez, encontrei o teu olhar
Nessa magia me perdi.
Não, não mais senti a solidão
E guardei essa paixão
Que tinha dentro de mim,
Como na primeira vez...
Não, não vou esconder esta emoção,
E vou abrir meu coração
Guardar num cofre, o segredo que há em nós
Refrão
Eu só queria mais um dia,
para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
E dizer-te meu amor, que bom que é, nós ficarmos sempre assim.
Eu,
não sei explicar o que senti...
Como na primeira vez, encontrei o teu olhar
Nessa magia me perdi.
Não, não vou esconder esta emoção,
E vou abrir meu coração
Guardar num cofre, o segredo que há em nós
Eu só queria mais um dia, para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
Eu só queria mais um dia, para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
Dizer-te meu amor, que bom que é, nós ficarmos sempre assim.
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
Dizer-te meu amor, que me ao pegar, nós ficarmos sempre assim.
sábado, 31 de outubro de 2009
Sentimentos...
Os sentimentos positivos para com uma pessoa são sinal de segurança perante ela, de confiança nela, de sentido de liberdade relativamente a ela.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Medo de amar - Vinícius de Moraes
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Conhecer-se a Si Próprio
O meu primeiro impulso é destruir. Depois recuo. E o meu segundo impulso é talvez atraiçoar e mentir. É praticar actos horríveis de sensualidade e de instinto. E se resisto, resisto esfarrapado. Resisto com discussões interiores que nunca acabam e um esforço que me deixa inutilizado e exausto. Resisto, arrependido de não me deixar levar até ao fim - e talvez para me dar em espectáculo a outra personagem que assiste e comenta, que assiste e aplaude com escárnio. Por isso, quando me venço, não tenho mérito nenhum; é por fraqueza ou por vaidade que não pratico o mal. E com o tempo tenho ficado cada vez pior. Mais seco e pior. Desesperado e pior. A vida, em lugar de me elevar, tem-me transformado numa ruína, onde nenhuma raiz encontra suco. Outra coisa: só extraio sensações da vida. Sou um monstro que existe para traduzir a vida em palavras e mais nada, até chegar ao automatismo de suprimir a realidade a todos os sentimentos que não impressionam a máquina em que me transformo e que bem queria agora inutilizar.
Raul Brandão, in 'O Pobre de Pedir'
sábado, 8 de agosto de 2009
One day in your life
I know
that's just the way it goes
and you ain't right
for sure
you turned your back on love
for the last time
it won't take much longer now
time makes me stronger, way
there's nothing more to say
One day in your life
said love would remind you
how could you leave it all behind?
one day in your live
it's gonna find you
with the tears that left me cry
and baby I'm stronger then befor
eyou gotta play it on the line
maybe one day in your life
My love
did you think I'd break down and cry?
this thing we had
it meant the world to me
guess I was blind
it won't take much longer now
see time makes me stronger way
and I know you'll be coming round some day
One day in your life
said love would remind you
how could you leave it all behind?
one day in your live
it's gonna find you
with the tears that left me cry
and baby I'm stronger then before
you gotta play it on the line
maybe one day in your life
You called me in the midnight hour
with your velvet lights
so many sleepless nights, I wonder
is it time to say goodbye?
oooh yeah
refrão
Anastacia
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Férias =)
Não resisti a colocar esta imagem ;)Agora que chegaram as férias vou arrumar o meu cérebro numa caixinha, para ele também descansar, para em Setembro voltar em força :D
domingo, 14 de junho de 2009
A explicação da odisseia feminina de ir em grupo à casa de banho!
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que,
quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a
limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel
cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!"
E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita
numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante
e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos
nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter,
sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme
de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso,
resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que
também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de
“tou aqui tou-me a mijar!”.
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta
mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente,
que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há
pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa
que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa…
Penduras a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL? Nunca há gancho!!
Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e
não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto
vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o
pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para
dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que
tens no caso de…
Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la
com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te
“na posição”…
AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a
tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as
pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço
estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o
pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a
tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a
voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *“nunca te sentes numa sanita pública”*,
e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma
falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e
molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grande
concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel
higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na
mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para
procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas
não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma
trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de
travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas
OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar
a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm
muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não
importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o
lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou
seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma
mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu “alguém
tem um pedacinho de papel a mais?” Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o
suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que
estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa
sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar
ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??)…. Estás exausta! Quando
páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo
a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te
do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo,
pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os
sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e
consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala
não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as
mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso –
e sais…
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de
banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges
enquanto te esperava.
“Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta-te o idiota.
“Havia uma fila enorme” - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por
solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra
passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e
rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e *a dignidade*.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Segredos
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seu olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas desta vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de um bar
Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
quando começar
A conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas desta vida
Eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueije
Sem saber o que falar
Mas disfarço e não saio sem ela de lá
Procuro um amor que seja bom para mim
Vou procurar
Eu vou até ao fim
E eu vou trata-la bem
Para que ela não tenha medo
Quando começar
A conhecer os meus segredos